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Professores estressados ou desiludidos ?


Muitos Professores se encontram em um estado de extremo cansaço. Não é para menos, com tantos Relatórios, Provas para corrigir, tarefas de casa, trabalhos, fechamento do Bimestre, Reunião de Pais, alunos indisciplinados, reclamações de pais, semanários, datas comemorativas, formatura.

Ufa, quanta coisa !!!

De certa forma, o cansaço que naturalmente surge ao longo do ano letivo é até compreensível e administrável, afinal para isso temos o recesso e as férias onde recarregamos as energias e voltamos com novo ânimo.

Entretanto muitos  Professores estão se afastando do trabalho devido ao Estresse emocional pois apresentam  esgotamento físico, alto grau de irritabilidade e mau humor, parecendo que estão a beira de um ataque de nervos.

O Estresse aparece quando somos submetidos a um estado de grande esforço e tensão. Neste caso nosso corpo reage apresentando alguns sintomas tais como: dores de cabeça, irritabilidade, cansaço, perda de memória, tensão muscular, problemas psíquicos desencadeando até depressão ou pânico.

Dentre as dezenas de emails que recebo  diariamente, boa parte deles trata de desabafo  dos Professores que visivelmente estão a beira de um ataque de nervos, porém observei algo maior ainda por trás destes constantes desabafos: desilusão pela profissão.

Professores que já há muito tempo perderam a alegria e a disposição de ensinar, pois olham para trás e vêem que o trabalho que fizeram até agora não resultou em NADA, que não valeu a pena.  Há uma total falta de motivação, e um profundo esgotamento emocional. Isso é muito triste !!!

Este tipo de desilusão em relação ao próprio trabalho, também é um transtorno psíquico  conhecido por “ burn out”, que em inglês significa combustão completa. Enquanto que a depressão é uma reação do corpo a um estado de tensão, o “ burn out” é um transtorno emocional .

Uma profissão, seja ela qual for, dentre outras coisas deve nos trazer satisfação pessoal, senso de dever cumprido, certeza de que estamos fazendo a diferença no mundo e na vida de outras pessoas. Quando não sentimos que estes objetivos estão sendo atingidos entramos em um estado de desilusão e apatia.

Mas, o que gera essa desilusão e apatia pelo que fazemos ? Em muitos casos constatei que os Professores estão focando suas preocupações em coisas que não cabe a eles resolver. A Família não está educando ? O Governo não está apoiando ? O Gestor não está ajudando ? A violência está tomando conta da Escola ?

A única coisa que o Professor pode controlar é  a SUA atitude frente a tudo isso. O Professor pode mudar a si mesmo e não precisa ficar esperando que os outros façam algo. É preciso que façamos apenas a nossa parte, não de forma medíocre, mas sim extrapolando o nosso ótimo em busca do nosso excelente. Isso nos dá o sentimento de completude e faz com que o nosso emocional esteja imune, blindado, contra qualquer tipo de azedume que venhamos a nos deparar.

Sempre comparo o nosso corpo como sendo uma casa, com vários cômodos que precisamos cuidar, cada qual tem sua função. Cada um desses cômodos precisa ser cuidado, decorado, corretamente utilizado, e ser limpo periodicamente. Como em qualquer casa, ou ambiente que usamos, geramos LIXO que precisa ser recolhido e jogado fora.

Com o nosso corpo precisamos fazer o mesmo,  jogar fora  o lixo emocional. Tudo aquilo que interrompe a passagem de coisas novas, tudo aquilo que cheira mal, tudo aquilo que nos empobrece enquanto pessoas, tudo o que não é nosso e por vezes insistimos em carregar.

Lembre-se você até pode armazenar o lixo por alguns dias  antes de jogar fora, o que você não pode é armazená-lo por semanas inteiras, meses, e até anos.  Jogar fora  o lixo emocional  exige planejamento, por esta razão arrume sua agenda semanal de modo que haja o momento de fazer isso. Como? Praticando mais esportes, tendo momentos de lazer a sós ou em família, viajando, divertindo-se, praticando um hobby, nutrindo os relacionamentos que valem a pena, compartilhando mais, reclamando de menos.

Uma pessoa sem lixo emocional é como uma casa arejada. Todo mundo que entra em contato com ela logo percebe o perfume, a luz natural, a alegria de viver. Tudo isso contagia: seus colegas, seus familiares, os alunos, os pais dos alunos, e todos que estiverem a sua volta.

Saúde física e emocional do Professor precisa ser levada em conta para um efetivo Gerenciamento da Sala de Aula.

E você, o que está fazendo para jogar  fora o seu lixo emocional diário ?

 

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Roseli Brito: Pedagoga, Psicopedagoga Clínica e Institucional, Neuroeducadora e Coach.

91 Comentários

  • Ana Azevedo

    Gostei muito da matéria, sem dúvida, mas me dá aquela sensação de “se não posso fazer nada pra melhorar isso, vou cuidar de mim…que se dane o resto!
    Claro que tenho que cuidar de mim, do meu emocional!
    Mas, só isso é pouco!
    Nos sentiremos ainda impotentes depois disso.
    Fica meio que sendo omissão, apatia!
    Porque não tenho a quem me aliar para melhorar tudo isso!
    O governo paga o salário e já está ótimo!
    As prefeituras querem aprovação porque recebem verbas em troca.
    As direções querem que tudo “aparentemente” estejam dando certo, sem maiores problemas, sem se importar com resultados efetivos de aprendizagem, ou com prevenir e evitar violência na escola. Nós é temos que evitar o conflito em sala de aula.
    Se queremos falar sobre os problemas a escola vê como RECLAMAÇÃO DEMAIS!
    Por isso, a tamanha desilusão!
    ENTÃO, SÓ NOS RESTA JOGAR FORA O LIXO, MESMO!!!!
    O lixo, nesse caso, é o insucesso de todos!
    As famílias, desestruturadas, despejam nas escolas o resultado de todos os seus desmandos e nós não somos Deus!

    • Roseli Brito

      Ana, a essência deste artigo é a seguinte: quando mudamos a nós mesmos, conseguimos causar efeito em quem está ao nosso lado e assim por diante. Assim, ao causar efeito positivo estou de certa forma contribuindo para que tudo que estiver no meu entorno também sofra mudanças.

      Li algo muito bonito outro dia que dizia: ” Quando eu era muito jovem eu queria mudar o mundo, então vi que era uma tarefa grande demais e que eu sozinho não conseguiria, então decidi mudar o meu país, vi também que era uma batalha hérculea, decidi mudar minha cidade, e então ao ficar mais velho tentei mudar apenas minha família. Hoje, mais velho e talvez mais sábio vi que se eu tivesse mudado a mim mesmo, teria causado impacto na minha família, então eu e minha família poderíamos ter feito a diferença na nossa cidade, e a nossa cidade transformada poderia causar impacto no nosso país, e o nossso país talvez tivesse feito a diferença no mundo inteiro. ”

      Fica aqui o desafio para todos nós !!!! abraços, Roseli

  • Fernando Almeida da Silva

    Ótimos comentários!!!
    É verdade! Ser professor, estar em sala-de-aula llidando com aspectos culturais multifacetados, sem dúvida, requer um gerenciamento não somente em caráter educativo mas também de vivência. Pois o ser humano precisa fazer introspecção de valores diariamente para expelir efetivamente esse lixo emocional e renovar sua autoestimada.

  • Doracy Malta Campos

    Tenho vivido esta situação: ver professores estressados. xingando os alunos, sem um ¨pingo¨de paciência.Fico com dó das crianças; tento conversar, mas algumas são duras, como pedras. sinto que até eu, que sempre fui animada , älto astral¨, já estou enfraquecendo. Vem aquela vontade de chorar. Penso: o que estou fazendo aqui? Mas aí, quando leio os seus artigos; as forças se renovam. como é bom ainda existir pessoas como você. obrigada por tudo. Que o Senhor te abençoe e te dê muita inteligência, para continuar nos ajudando.
    Um abraço carinhoso.
    Dora- Januária -MG

    • Roseli Brito

      Dora, obrigada por suas palavras de carinho e apoio. Continue alto astral, não permita que os ” azedos” de plantão contaminem o seu trabalho ou a equipe, pois eles estão no lugar errado, bem fariam se buscassem outra profissão que lhes desse mais satisfação. Que você possa continuar fazendo a diferença na vida de muitas pessoas. Abraços, Roseli

  • Margarida Lara Costa

    Faço minha as palavras de Naide Gusmão.Tenho 28 anos na Educação sempre dei o máximo do meu tempo, tentei ser criativa, trabalhando com teatros,pesquisa de campo me atualizando sempre dentre outras atividades e hoje com 50 anos pela primeira vez precisei me afastar da sala e escola por me sentir incapaz de enfrentar as diversas situações encontradas no dia a dia como foram citadas pela colega acima.

  • Eunice Bomfim

    ESTOU ENTRANDO AGORA NO ENSINO DWE EDUCAÇÃO INFANTIL, JÁ ME SINTO MUITO ESTRESSADA AS CRIANÇAS SÃO TÃO INQUIETAS E REALMENTE ME SINTO DESESTIMULADA EM CONTINUAR. SOU ESTUDANTE DE PEDAGOGIA QUASE TERMINANDO E NÃO SEI SE QUERO FICAR EM SALA DE AULA.

  • telma lucia

    Gostei muito de tudo, os conteudos são maravilhosos e pratiquei em minha sala de aula gostaria também se tivesse sobre o EJA seria muito grata vocês estão de parabens

  • Divaneide

    Querida Roseli,

    Adorei o artigo. Realmente, precisamos a todo momento nos renovar. Colocar um pouco de perfume no que fazemos, na nossa relação de sala de aula com o nosso aluno. Na verdade, temos que a cada dia valorizar o que fazemos e o nosso aluno é o protagonista da nossa sala de aula. Precisamos fazer coisas na sala de aula que nos apaixone e dê sentido ao que fazemos. Essa renovação de baterias que fala o artigo é de suma importância, precisamos estar bem emocionalmente e fisicamente para podermos gerenciar os problemas que aparecem a todo momento na nossa sala de aula.

    Parabéns pelo artigo.

    Divaneide Maria Albuquerque Reis, professora da Escola Estadual Frei José da Encarnação – Jacobina Bahia e do Cetep do Piemonte da Diamantina, em Capim Grosso – Bahia.

  • Divaneide

    Querida Roseli,

    Adorei o artigo. Realmente, precisamos a todo momento nos renovar. Colocar um pouco de perfume no que fazemos, na nossa relação de sala de aula com o nosso aluno. Na verdade, temos que a cada dia valorizar o que fazemos e o nosso aluno é o protagonista da nossa sala de aula. Precisamos fazer coisas na sala de aula que nos apaixone e dê sentido ao que fazemos. Essa renovação de baterias que fala o artigo é de suma importância, precisamos estar bem emocionalmente e fisicamente para podermos gerenciar os problemas que aparecem a todo momento na nossa sala de aula.

    Parabéns pelo artigo.

    Divaneide Maria Albuquerque Reis, professora da Escola Estadual Frei José da Encarnação – Jacobina Bahia e do Cetep do Piemonte da Diamantina, em Capim Grosso – Bahia.

  • Cleuza Souza

    Concordo com as colegas

    NÃO HÁ VITORIA SEM LUTA. È PRECISO IR EM BUSCAR DOS NOSSOS OBJETIVOS.NO FINAL A RECOMPENSA É MUITO GRATIFICANTE.

  • jacnto hugo

    Quero agradecer as dicas passadas, estão me ajudando muito, quero aqui pedir mais contextos que estejam de acordo com a realidade da minha região, a turma aqui está meio fora de foco, mas com um jeitinho agente dá um ponto pra eles mirarem, vlw companheiros!!

    Jacinto Hugo

  • Sonia Regina Leite

    Gostei do artigo e me ajuda a reforçar a consciência do quão importante é cuidar da minha saúde mental, da minha saúde emocional, pois trabalhando com seres que são produto de uma sociedade fria, desumana, de valores falsos e fragmentados, calcadas num materialismo selvagem, corremos sérios riscos de adoecermos e nos esquecermos de que o nosso trabalho é respeitar o ser humano em formação e tentar ajudá-lo a viver melhor neste sistema competitivo que exige cidadãos com inteligência cidadã, ética e humana, que respeita o outro e sabe conviver com este outro.

  • Rita Itamar

    Nossa, esse comentário só veio acrescentar a minha vontade de continuar o que já estou fazendo e poder ajudar meus colegas que estão todos desiludidos com a nova forma de ensinar. eu aproveito todo material deste mini curso e trabalho com eles na Assembléia de professores.

  • Jorge Noronha

    Roseli,

    Tenho recebido regularmente seus e-mails por conta do curso em que me inscrevi. Confesso que, não desmerecendo os e-mails anteriores, este, em especial, foi muito relevante tendo em vista ter resumido o que se propôs o texto quando fala do problema do Professor se ocupar daquilo que não é de sua competência. É muito difícil, livrar-se do peso em que toda uma sociedade impõe no que diz respeito a mudança histórica de valores. Um exemplo disso seja, talvez, a exaltação, na mídia, dos direitos das crianças e adolescentes em detrimento de seus deveres e, portanto, temos que conviver com a indisciplina em todos os níveis e falta de respeito. Não sou infeliz por conta disso, pelo contrário, porém, é a realidade. Espero mudanças antes de partir para outro plano.

  • Liduina Lopes Pinto

    Nossa! Iniciei a leitura desse artigo meio sem tempo, mas não consegui parar de ler e fui até o final. Gostei muito desse enfoque. Infelizmente, o número de professores que aparentam desilusão é cada vez mais crescente e cada vez mais poluidor, pois parece contagiar quem ainda conserva um pouco de entusiasmo. Mas o próprio artigo apresenta uma boa estratégia de cuidado conosco mesmo. Se dermos mais atenção às coisas que armazenamos e que termina por nos prejudicar, nos torna amargos e sem esperança, pode ser removido com planejamento e sabedoria.

  • Marlene Andrade Bergamini

    Olhar para tras e ver que toda a trajetoria de professor não deu em nada é muito triste mesmo. Como afirma o texto, ter um pessimo salario mas ter um objetivo alcançado, seria menos estressante, e bem mais gratificante. Mas nem uma coisa nem outra, vemos nosso esforço sobrenatural em atingir nossos objetivos, dar em nada. E alem disso sermos culpados de todas as deficiencias politicas da falta de estruturação do sistema educacional que nem remunera bem o profissional da educação e tão pouco o subsidia em recursos humanos, pedagogicos e tecnologicos adequados, para que, possamos superar e competir com os anseios de uma sociedade imediatista, induzida por uma midia formadora de opiniões sonhadoras e capitalista, que a qualquer “preço” quer se dar bem, sobre o pretexto de que o mundo é dos espertos,deteriorando todos os principios historicos da evolução humana e das ciencias institucionalizadas, as quais, deveriam ser pregadas e socializadas no sistema educacinal. Torna-se impossivel ter motivação para se trabalhar e acreditar nessa instituição que se vislumbra praticamente falida e constantemente ameaçada pela força da internet e outras midias que não são devidamente apropriadas, por falta de capacitação e atualização dos professores dentro das salas de aula.

  • Roberta Gomide

    Também acho que , como professores, devemos jogar o “lixo” fora, erguer a cabeça e buscar a excelência sempre mas, é difícil ano após ano perceber o quão somos desvalorizados em todos os sentidos. É muito difícil trabalhar tanto e nunca ter dinheiro para gastar com o que realmente importa.

  • Helena

    Estou desiludida, pois pesquiso, inovo em minhas aulas, coisa, que aliás, vejo poucos de meus colegas fazerem e vejo que o profissional bom, valorizado é aquele que é puxa-saco, mesmo que ele não inove em nada, está com o mesmo tipo de aula de 20 anos atrás.Todo ano nós professores somos tratados como réus, sentados em uma sala com vários colegas em nossa volta para nos avaliarem, momentos onde somos questionados em tudo que não fazemos (mesmo que tenhamos acertado em quase tudo, pois também não somos perfeitos) e o que fazemos passa a ter pouco valor.

  • Rosália Gois

    Com os constantes avanços em todos os campos da vida humana, a tendência é o acúmulo de problemas de ordem emocional e educativa em diversos aspectos na contemporaneidade, gerando insatisfação, indignação e revolta em muitos profissionais. Portanto, precisamos buscar alternativas que satisfaçam o nosso ego e nos liberte de todo lixo emocional acumulado em nosso ser. Nessa lógica é interessante refletir, reavaliar nossas ações e práticas cotidianas e procurar “descarregar essas energias negativas” naquilo que nos proporciona prazer e alegria.Sendo assim estaremos contribuindo por melhores condições de trabalho tanto quanto, qualidade de vida.

  • edivane

    gostei muito da materia,pois me ajudou muito e com certeza vou tirar grandes lições da mesma

  • Milton Henrique

    Cara colega Roseli, acredito que você foi muito feliz, nesta nota. Não sou melhor do qualquer colega que disse algo acima, mas quero dizer a você que procuro fazer da minha profissão algo que me deixe feliz. Procuro transmitir aos alunos sempre uma motivação, mesmo sendo aquele dia um dos piores para mim. Há dias que seu eu pudesse escolher, certamente não seria a sala de aula para estar, mas não posso permitir que coisas negativas me levem ao desânimo. Se eu for olhar para a compreensão, estímulo por parte de meus superiores, ou uma valorização pelos alunos, então, eu estarei perdido. Tenho que acreditar que estou no caminho certo, ensinando, planejando as minhas aulas com esmero, e fazendo a minha parte, claro, SEM SOMBRA DE DÚVIDAS, gostaria de um salário melhor, receber elogios dos diretores e orientadores, MAS isso não é o mais importante para mim. Preciso viver o meu eu. Meu salário também acaba rapidinho, não sobra nada para viajar, e as vezes nem mesmo para fazer uma pequena estravagância familiar (lanches, sorvetes, saída, filmes, etc).

  • SOLANGE FERNANDES

    A cada ano que passa, vê-se uma classe de profissionais infelizes e angustiados por serem tão humilhados dentro e fora de sala de aula pelos alunos, pais, diretores incompetentes que ocupam cargos políticos, pelos governantes que não reconhecem o valor de um professor e atribui a míseros salários e pela própria sociedade que não acredita mais na “educação de qualidade”. Enfim, nós professores somos bombardeados diareamante pelo tão desastroso “sistema” que nos faz cada vez mais nos afastarmos dessa profissão, que em sua essencia é maravilhosa!

  • Van Toledo

    Infelizmente vemos muitos professores que não conseguem ter a sensação do trabalho cumprido, e não conseguem enxergar que a mudança tem que partir deles. Ótimo texto para refletir, eu já comecei minha faxina interior!

  • Eli Nunes

    Roseli, amei muito esse texto e acho que os professores são verdadeiros herois,pois enfrentam tantos problemas, principalmente salario baixo que nao motiva ninguem ao trabalho, se não fosse pelo prazer de ensinar, tudo isso nos levaria á loucura.

  • Walmenia

    Parabens!!!! Fica a reflexao… Será que somos capazes de fazer tudo???
    Somos humanos!!!!!!!

  • Gilmara Bispo

    Adorei a materia, fantastica…realmente o professor precisa retirar todo lixo acumulado, pois algumas situações não cabem apenas ao professor solucionar.

  • ana silva

    sem dúvida o professor está cada vez mais desempenhando funções que não são suas , o que acarreta-lhe mais responsabilidades e trabalho deixando-os estressados e disiludidos com a profissão.

  • Ivone

    O que esta sendo ensinado aos alunos realmente é o que interessa para a vida futura deles? Todo conteúdo programado de biologia (alelos, gametas,diploide,genótipo…) matemática ( geometria, estatística , conteúdos que hoje se calcula através de programas de informática) química (cálculos, Rutherford, massa molecular,tabela periódica), física( MRU, sistemas mecanicamente isolados…), ingles ( 8 anos de blá-blá-blá e só se sabe cumprimentar,musica que a juventide gosta, nada!) história ( helenismo,farizeus,Inglaterra, França, revolução industrial do tempo do tatataravô), literatura (Anchieta,realismo,naturalismo,parnasianismo…), aplicado com a mesma metodologia à décadas! Interessa à nova juventude? Quando vão ser aplicadas em suas vidas? Como fica a língua bem falada e expressada com corpo e alma? Se as aulas vossem diferentes, como seriam felizes os professores, os pais e a juventude.
    Professores o ofício não esta dando o resultado esperado? Não é culpa dos pais, dos alunos nem dos professores. É porque o conteúdo e a metodologia não correspondem mais à atualidade.

  • MARLEY

    COM O SALÁRIO QUE OS PROFESSORES RECEBEM, SÓ TENDE A FICAREM ESTRESSADOS, TRABALHANDO EM VARIOS TURNOS PARA CONSEGUIR PAGAR AS CONTAS…. FICAM SEM LAZER E AÍ VEM O EXTRESSE.

  • Gevanildo dos Reis

    Ser professor não é tarefa fácil como imaginam muitos que estão fora da profissão. O cansaço de final de ano é natural, mas não a ponto de perder o controle pessoal. Em muitos casos é psicológico, muitos já chegam cansados no início do ano. O estres de final de ano é muitas vezes acúmulo de funções e em outros casos é falta de planejamento de um currículo aequado para cada série e um desenvolvimento inteligente para não haver acúmulos e desespero em final de ano. Quando os conteúdos são bem planejados e desenvolvidos naturalmente de acordo com o que foi planejado, não gera cansaço, mas satisfação do dever cumprido e aluno feliz por ter vencido mais um ano letivo e com eles, a felicidade do professor em ver seus alunos felizes.

  • Fátima Lucy

    Precisamos valorizar mais também o lazer….. Proporcionar tempo para nós….pois isto revitaliza , “carrega as baterias” para enfrentar o problemas cotidianos.

  • Karin Lisbeth

    Creio que o professor fique estressado pelos muitos papéis que não cabe a ele resulver. Solução. Deixe pra lá. Não somos babás, nem psicólogos e nem pais de alunos. Então compete à nós o que a nossa formação nos permite fazer e é para isso que fizemos uma faculdade. Não vamos salvar o mundo. Na escola onde trabalho o aluno que não se compromete com o estudo é tirado de sala e a família e chamada pois, esse é o papel dela. Se um professor é ameaçado por aluno faz um B.O.Tem coisas que cabe à família, à polícia ou a um psiquiatra ou outro profissional resolver e temos que passar isso a diante. A responsabilidade da escola é da educação formal. A educação moral é responsabilidade da família. A sociedade confunde as coisas e não podemos deixar que isso aconteça. Como disse, somos docentes, fizemos faculdade pra isso e não podemos deixar que outros papéis profissionais caiam em nossas costas.

  • Elisângela Nascimento

    Roseli, seu texto está muito motivador. Realmente é o retrato do professor, muitos estão com muito lixo emocional armazenado. Eu, sempre jogo esse lixo fora ficando com minha família, vendo filmes, assistindo tv ou passeando pela cidade onde moro. Assim,vou levando adiante minha profissão.

  • Neusa Maria Rocha Vieira de Carvalho

    Realmente, as emoções nos deixam desalentadas:
    Soube que existe em nossa cidade(Alagoinhas-Ba) um curso ( Líder Informática)que oferece a pessoas menores de 18 anos um certificado de conclusão do 1º grau e aos maiores de 18, um certificado de conclusão de 2º grau pela “bagatela” de R$ 600,00,incluso o transporte para a cidade de Estancia em Sergipe, onde serão feitas as provas em um unico dia, depois de ter feito tambem em um dia o simulado aqui na cidade. Não acreditando em tamanho disparate, resolvi eu mesma ir no tal curso investigar, achando que era exagero ou fofoca de alunos. Qual não foi minha surpresa, quando a atendente confirmou todas as informações.
    Perguntei o que precisava para se matricular e ela disse que 1 foto e xerox autenticada da identidade e CPF.Não acreditando ainda em meus ouvidos, perguntei se não precisava de algum documento da escola e ela disse que Não.Perguntei novamente ese a pessoa for analfabeta ela riu e perguntou se era. Respondi que não.Ela me mostrou o certificado, com a resolução do Mec, CNPJ do curso de Sergipe que esse daqui é conveniado, agradeci e fui embora.
    Pergunto a vcs: O que será desse país daqui a uns anos? O que estamos fazendo em sala de aula? Por que estamos estudando, capacitando, buscando sempre novos caminhos para ajudar nosssos alunos?Será que ninguem sabe disso? E se sabem, fingem que não sabem? Precisamos fazer alguma coisa.Se tiverem alguma ideia, envie-me respostas.Gostaria de denunciar esse absurdo e para tal preciso da colaboração de todos.
    Estou me perguntando se só pessoas que podem pagar tem direito a um certificado tirado em um unico dia.Esse ano nenhum aluno será reprovado por mim.

    • Roseli Brito

      Neusa, creio que o mais indicado a fazer é relatar esta questão a Secretaria de Educação do seu Estado, e também levar o caso para que a Diretoria de Ensino da Região abra processo de investigação para apurar e tomar providências.

  • Sonia Rodrigues

    Muito propícia a colocação da autora,porém devemos ter uma válvula de escape. O que nos faz sentir bem? O que nos relaxa? Estamos conseguindo desligar-se quando saímos do local de trabalho? Estamos procurando atividades que nos ajudam a repor as energias? Devemos nos preocupar com isso. Não podemos perder a qualidade de vida devido ao stress de nossa prática diária.

  • Márcio Passos

    sou professor da educaçao infantil,e amei esses esclarecimentos,é a pura verdade.no final do ano mesmo é a fase mas complicada de ensinar,pois nossas forças ja estao indo embora.mas amo minha profissao,porem seria bom q no final do ano desse umas folguinhas para os professores.

  • deny

    Amei o artigo, assim como os demais que tenho recebido.Acho que reclamamos demais, resmungamos muito e nos ajudamos pouco, é claro q temos motivos de sobra para isso, mas não vale a pena só resmungar, reclamar, reclamar o tempo inteiro, esse discurso já ta fadado! Temos q ter atitude, mudar primeiro em nós para depois exigir dos outros. Precisamos parar c essa de não temos dinheiro pra isso , pra aquilo…temos e podemos é só querer, viagem podemos parcelar, e daí, mude,faça diferente , se presentei, se ame…” a amargura é um buraco q cavamos dentro d nós por onde se esvai toda a felicidade” Precisamos mudar d atitude e discurso e nos mesmos nos valorizarmos!

  • maria Elisa

    O que acho é que o professor tem que ter uma equipe multidiscilinar , pois os proplemas existenciais do alunado extrapolam as condições deste profisional . temos que reinvidicar dos Poderes públicos psicólogos assistentes sociais , psicopedagogos para juntros enfrentarmos esta situação que atualmente nos deparamos . Primeiro acho que os esucadores terão que fazer terapia para depois conseguirem atuar com a clientela que as vezes nem os seus pais estão sabendo lidar . fazer também um trabalho com os familiares dois alunos ,pois a maioria deles nem moram com os pais . Está valendo as dicas
    grata
    maria Elisa – Salvador – bahia

  • Rui Lima

    Tento fazer ciclismo na praia. Debater com poucos colegas os problema diario da escola, buscando resolver com projetos rapidos.
    Rui

  • Leila Maria de Oliveira Bastos

    Se nos consideramos educadores, precisamos adquirir o hábito de cuidar da nossa pessoa tanto nas questões físicas quanto mental e emocional. Sei que ainda faço muito pouco por mim mesma par limpar o lixo que acumulo durante um dia de trabalho, mas logo que acordo, depois de agradecer a Deus pela noite que passou e pelo dia que me é disponível, faço exercícios respiratórios e de alongamento. Escuto música enquento me preparo para sair de casa e enfrentar os desafios que estão à minha espera. Antes de dormir faço leituras que fortaleçam minha autoestima e condição espiritual, repito exercícios de respiração e alongamento. Se não formos capazes de educar a nós mesmos fica difícil educar nosso aluno. Começar pela limpeza é fundamental.

  • Neiva P. Santos Souza Silva

    As emoções fazem parte de nosso dia – a- dia, é prciso saber administrar esse sentimento de maneira que não atrapalhe em nossas atribuições enquanto educador.Uma boa dose de bom humor não faz mal a ninguém, a alegria e o sorriso pode contagiar qualquer ambiente de trabalho e valorizar nsooa prática pedagógica.

  • rosalva souza

    O PROBLEMA É QUE O PROFESSOR, NA VERDADE, SÓ VAI PASSEAR EM CASA DOS PARENTES…DEVIDO O SALÁRIO “MUITO BOM”, DESPESAS AMENAS E NUNCA SAI DOS MESMOS PROBLEMAS, COMUNGA-OS O ANO INTEIRO EM FAMÍLIA. Esta é a VERDADE. O PROFESSOR está doente… e não valorizado em todos os sentidos. Af!!!

  • Saniele leite

    Adorei a apresentação neste texto de fatores que levam ao estresse,e como o professor sempre argumenta que falta ajuda do gestor, da família,os fatores externos, mas nem sempre ele se pergunta o que vem fazendo para melhorar a sua convivência em sala de aula, a sua postura, a sua vontade de ver seu aluno desenvolver cada vez mais, se está adequando o seu planejamento à realidade do aluno, às diferentes turmas em que leciona…É preciso organizar-se sempre, por o “lixo” para fora para arejarmos o nosso ambiente escolar, o nosso local de trabalho, começando por nós.

  • nair

    Excelente artigo. Gostei especialmente do trecho que afirma que os professores estão focando naquilo que não cabe a eles resolver.
    Outro detalhe bem interessante: extrapolar o nosso ótimo em busca do excelente.
    Parabéns!

  • Maria do Carmo Andrade

    Amei sua matéria sobre o “lixo” que o profissional em especial o professor acumula. Parabéns! É assim mesmo, todo mundo está entregando os pontos, dando os últimos recursos possíveis para que o ano acabe em paz e serenidade não obstante os “incendios” que tentamos apagar ou deixar que nos contaminem. Quem deras se nossa profissão valece o quanto ela pesa, talvez fóssemos melhores remunerados, tivéssemos dinheir ou recursos para viajar, como você propõe, tempo e possibilidade de pagar um esporte para o nosso físico poder repousar em paz. Na verdade, o que temos de sobra, são cadernos para corrigir no final de semana, provas para elaborar e corrigir, crianças a todo momento batendo em nossas portas (quem é gestor (a)) calendários a serem ajustados, documentos a serem enviados a Conselhos de Educação. Nossa! A lista não acaba mais. Acredito sim que possamos refletir também nessa sua listinha de reflexão e recomendações aos profissionais da área de educação.
    Um grande abraço. Passarei aos meus professores esta sua reflexão
    Maria do Carmo

  • Naide Gusmão

    A mensagem é muito interessante e muito importante para o professor refletir com relação ao envolvimento com os problemas que pouco lhe compete, mas que foi entregue à mercê. Por outro lado, como professora, acho que nós somos muito ansiosos com o aprendizado do aluno. Até por que somos cobrados, vigiados e criticados, acima de tudo. São avaliações externas para os alunos, avaliações de desempenho do professor, em fim, o professor é muito policiado,ele preocupa com o aprendizado do seu aluno. Como é este profissional? desrespeitado, desvalorizado… É sugado!!!! O que leva o estresse do professor não é o árduo trabalho é a árdua cobrança por aquilo que tem que ser feito principalmente por uma tríplice: Educação – Sociedade e Familia. e o principal responsável por esta tríplice é o “Sistema de Governo.” Na educação tem varias funções, que só existem por que existem alunos, mas o único responsável é o professor. O Governo precisa pagar funcionários que andem lado a lado com aluno. As escolas precisam de Orientadores, Psigólogos,para ajudarem aos professores e as familias na disciplina dos alunos.Contratar professores de Artes (música, dança, teatro) para que os alunos saiam da rotina e encontram momentos para mostrarem seus talentos; Quanto ao professor, proporcioná-los mais oportunidades de conferêcias, treinamentos, oficinas; indica o caminho que o professor busca, ma para isto, faça jus o seu salário. O professor forma um dentista, mas ele fica banguelo. Forma um médico, mas morre deitado num banco de hospital, forma empresários e até banqueiros, mas vive pendurados nos empréstimos consignados… TUDO ISSO E MAIS E MAIS… QUE LEVA AO ESTRESSE DO PROFESSOR.

  • maria jose de brito

    receber os artigos falando sobre gerenciamento em sala de aula, me fez refletir um pouco mais a relaçao teoria e pratica em sala de aula e os beneficios e maleficios que fazemmos aos nossos alunos, quando planejamos ou deixamos de planejar uma aula que realmente tennha o foco no conhecimento do aluno.

  • maria de fatima lanna costa sousa

    I totally agree with this, we teachers are in burn out state, we are tired but mainly due to the indiscipline and laziness of the students.
    desmotivação devido ao descaso de alunos, escola, gestores, sistema geral como um todo. Devemos motivar alunos que queiram aprender e não alunos que queiram apenas brincar e passar sem nada estudar.
    ou melhor, uma progressão continuada, que não faz o aluno se esforçar para passar, o aluno precisa de conscientização do que faz e nós precisamos de melhores salários e motivação.

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