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O Coordenador Pedagógico e a Gestão de Pessoas

O Coordenador Pedagógico e a Gestão de Pessoas

Muitos dos problemas que ocorrem diariamente para aqueles que estão exercendo o cargo de Gestor ou Coordenador, são oriundos da falta de transparência na comunicação com a Equipe  e de ferramentas  eficientes de liderança.

Isso mesmo: Liderança ! Uma palavra que estávamos acostumados a ouvir apenas no mundo corporativo ,uma realidade não tão distante assim da gestão de uma Escola ou Instituição.

Afinal, quer seja em uma grande empresa, ou em uma Escola, seja ela pública, particular ou filantrópica, o fato é que existem muito mais semelhanças que diferenças. Liderar pessoas, capacitar equipes para que desenvolvam trabalho de melhor qualidade, atingir metas de aprendizagem auxiliando os alunos a superarem as suas defasagens e dificuldades, atingir a sustentabilidade, gerir recursos (físicos, financeiros, humanos), motivar, inovar, desenvolver equipe competente e cooperativa faz parte de uma realidade que a Escola ainda não está preparada para enfrentar, pois exige Lideranças capacitadas em novas estratégias de gestão.

Na nossa pesquisa pedimos que os Coordenadores, Gestores e Supervisores citassem 3 problemas que costumam enfrentar com a Equipe. Abaixo relacionamos as respostas mais citadas dentro de quatro grandes áreas:

– POSTURA DO PROFESSOR

Os problemas aqui listados referem-se a : relacionamento interpessoal ruim, conflitos equipe e alunos, falta de ética, fofocas, falta de  colaboração e união, desequilíbrio e domínio próprio, falta de proatividade, falta de compromisso, autoritarismo dos professores antigos, clima organizacional ruim.

A postura de um profissional é tudo em uma instituição. Não se trata apenas de mostrar quem você é, mas por meio das suas ações, sua fala, sua postura, mostrar também quais ferramentas e competências você traz para a instituição em que trabalha. Qualquer instituição é feita pelas pessoas que nela atua. Os resultados que uma instituição alcança são frutos das competências ou das incompetências que a equipe tem. Uma equipe de alta performance só é criada quando : a) os objetivos de ambos (equipe e instituição) estão alinhados na mesma direção,  b) cada membro traz talentos e competências que irão somar na instituição, c) há educação continuada.

– FALTA DE  EDUCAÇÃO CONTINUADA

Professores inexperientes, falta de estratégias inovadoras, não participam das ACs e HTPCs,  nunca tem tempo para realizar capacitação leitura/estudos,  falta de preparo para o uso das novas tecnologias,  uso de metodologia ultrapassada, falta de didática,  não domina conteúdo, não tem estratégias para gerenciamento efetivo da sala de aula.

Não há sombra de dúvida que quando a equipe é capacitada continuamente, tende a levar mais inovações e novas estratégias para a sala de aula contribuindo assim para que os alunos atinjam melhores resultados. De quem é a responsabilidade da educação continuada? De todos: do próprio funcionário e da instituição. Infelizmente muitos Professores não dão a devida importância para este tópico e acabam negligenciando a sua própria formação, pois raramente desenvolvem uma pesquisa, ou lêem um livro, não participam de seminários ou cursos e odeiam as Reuniões de ACs e HTPCs.

Assim, todas as colocações feitas pelos Coordenadores e Gestores reforçam que boa parte dos problemas encontrados dentro da sala de aula são decorrentes da falta de preparo do Professor.

Alerto que uma das funções do Coordenador é promover e facilitar a educação continuada de todos os funcionários da Escola.

– FALTA DE FUNCIONÁRIOS

Qual Escola já não sofreu com funcionários em número insuficiente, que  faltam ao trabalho   sem avisar, que sofrem com  constantes atrasos, onde há alta  rotatividade de professores ?

Todos os que relataram a falta de funcionários com um dos grandes problemas enfrentados pela Escola, sabem o quão difícil é ter de realizar um trabalho com a equipe desfalcada. Em uma Escola que tem 80 Professores, e em um mesmo dia faltam 10, outros 20 chegam atrasados, na maioria dos casos o Coordenador ou Diretor tem de parar tudo para “ tapar buracos” ou dispensar alunos, por falta de pessoal.

O fato é que, as pessoas tem problemas, imprevistos acontecem e funcionários faltam ou chegam atrasados, porém é preciso investigar quais são as causas, pois há desde os motivos de saúde até as “ abonadas” e o funcionário falta simplesmente porque tem o direito a isso.

O que fazer então ? Se a sua Escola não tem um Programa para combater ou minimizar o Absenteísmo, então você ficará o ano todo correndo de um lado para o outro “ apagando incêndios” e entrando na sala de aula para substituir o Professor.

Toda Escola precisa criar um Programa de Absenteísmo, ter um plano B, C e muitas vezes, por que não, até um plano D para combater este problema.

– NÃO CUMPRIMENTO DA FUNÇÃO

Equipe não cumpre prazos estabelecidos, não acreditam mais na profissão, são insubordinados, não confiam na capacidade e autoridade do Coordenador, são resistentes em cumprir normas/regras da Escola, procrastinam em cumprir com as obrigações da função.

Liderar  exige ter de desenvolver algumas competências e estratégias no trato com as pessoas e no cumprimento de metas. Saiba que liderar não é ficar correndo atrás de funcionário pedindo que  ele entregue a tarefa pronta, lembrando  para que ele cumpra com suas obrigações.

Em uma empresa qualquer funcionário que seja negligente com suas tarefas é demitido imediatamente, pois um membro da equipe que não cumpre com o serviço que lhe é designado não está contribuindo para que o objetivo maior da empresa seja atingido, sendo assim é preciso substituí-lo por outro que esteja comprometido com os resultados.

Talvez agora você esteja se perguntando “ e quando não podemos demitir o funcionário negligente” ? Caberá ao Gestor estabelecer os parâmetros de competência e capacitar esse funcionário para que possa atingí-los, e todo esse processo de treinamento de competências será registrado em documento que será anexado a Ficha Funcional.

Gerir pessoas para que elas possam se desenvolver e atingir a sua excelência não é uma tarefa fácil, porém é uma tarefa exequível e é apenas uma das muitas tarefas que cabe ao Gestor desempenhar.

E na sua Escola está ocorrendo de modo eficiente a Gestão de Pessoas ?

Recursos para o Coordenador:

Roseli Brito: Pedagoga, Psicopedagoga Clínica e Institucional, Neuroeducadora e Coach.

12 Comentários

  • Magda Pereira

    Vejo o quanto a questão de gestão é preocupante quando não é democratica. Conheço uma escola que existe uma barreira entre gestor e professor. Professor que não aceita e muitas vezes não tem argumentos em dialogar, grita, xinga e so sabe dizer que o aluno é desinteressado. E o gestor não toma atitude nenhuma. Muitas vezes o gestor é subordinado mesmo pelo secretário de educação. quando acontece é porque falta CONHECIMENTO E ATITUDE

  • Marta de Amaral

    E quando em uma escola os coordenadores são cargos politicos,pessoas que não sabem nem orientar os professores,que estão ali naquele cargo de coordenador pedagogico por politica,por puxar o saco da secretaria de educação. Na escola que trabalhei só os puxa sacos tem valor,não estão preocupados com o profissional e nem com os alunos.As coordenadoras ficam sentadas o periodo todo e quando um professor precisa de ajuda são criticados,pois elas não sabem nem pesquisar,tem uma que não sabe nem fazer a estatistica das salas de aula,pede sempre para secretaria fazer para ela,é um absurdo o que acontecia naquela escola.

  • Rosana Carvalho

    Sou Rosana Carvalho, gestora escolar. Também concordo que a equipe escolar tem que trabalhar unida para que o trabalho aconteça de força eficiente. Sendo assim o resultado será muito positivo e as metas estabelecidas serão alcançadas com facilidade.

  • Cleia

    amei esse curso e todas as dicas que precisei, esse artigo tab é otimo obrigada por tudo e gostaria de continuar recebendo e-mails. bjs Roseli Brito o artigo à cima tb é muito esclarecedor, e gostei bastante dos comentários. Enviei o artigo e o curso pra mais professores que conheço. Desde já muito grata por tudo.

  • MÁRCIA EUGÊNIO

    INFELIZMENTE AINDA NÃO QUEBROU-SE O PARADIGMA DE QUE O COORDENADOR, NÃO É O “CHEFE FISCALIZOR DE MÃO DE FERRO”, MUITOS DOS EDUCADORES PENSAM QUE O PAPEL DO COORDENADOR É ELABORAR TUDO E OFERTAR DE MÃO BEIJADA AO PROFESSOR. ESSE CARGO MUITAS DAS VEZES MASSACRANTE, POIS HÁ MUITAS RESPONSABILIDADES.NO ENTANTO ACREDITO QUE ESTAR COMO COORDENADOR É VERDADEIRAMENTE SE RELACIONAR DE FORMA DIRETA, PESSOAL E PROFISSIONAL COM O ÂMBITO EDUCACIONAL.

  • maria de fatima santos lacerda

    Fátima lacerda
    janeiro 20th,2011 at22:19

    Administrar uma unidade escolar nos âmbitos financeiro,administrativo e pedagógico não é tarefa fácil,mas é necessário que o gestor conheca os mecanismos de divisão de tarefas e gerenciamento de conflitos.É muito importante o papel que desempenha um coordenador pedagógico numa escola,mas é necessário que todos os atores da comunidade escolar conheça as atribuições inerentes ao cargo de coordenador e desenvolvam uma relação baseada em respeito mútuo lançando mão da chamada”inteligência emocional.”

  • Marcia Silva

    Na realidade o coordenador não tem força dentro de uma Instituição Escolar. O grande câncer das escolas são os gestores (diretores) onde gritam que na escola quem manda são eles ou elas. Os professores por saber que o coordenador e nada é a mesma coisa sempre se dirigem ao diretor seja pra pegar um simples lápis.O coordenador só existe pra fazer de conta, pois quando acontece algo dizem logo: voce é o coordenador. Pode?

  • Conceição Mesquita

    É evidente que estes conflitos entre Coordenador Pedagógico e Professores sempre existirá,mas a equipe gestora deve trabalhar em unidade, falando a mesma língua e passando segurança e espírito de liderança a toda a sua equipe. Estes mini-cursos muito tem contribuido para a Formação Continuada para os gestores escolares em nosso município. A Formação “AFE: Aprendendo e Fazendo escola” prima por este trabalho de igualdade e liderança e o sucesso de nossos alunos.

  • José Carlos - BA

    Sabemos que coordenar pessoas não é tarefa nada fácil, principalmente o coordenador pedagógico que nada mais é do que um elo entre os pais, alunos, direção e professores. Administrar os sentimentos alterados em cada sala de aula, em cada pai que chega e em cada AC, vai muito mais além do que um jogo de cintura. Cabe a cada um desempenhar seu papel: a coordenação se colocar um pouco no lugar do professor, que esta convivendo diretamente com o aluno; ao professor, perceber a pressão que existe sobre a coordenação; aos pais e a direção é outra história….. Quando os alunos perceberem que existe uma harmonia entre a equipe, o trabalho fluirá muito melhor a todos e o prazer da convivência se intalará! Excelente ano a todos!

  • Jaguaracy Conceição

    Todos que laboram em escolas sabem que há sempre um probleminha entre Coordenador Pedagógico e o corpo docente,sempre me pergunto porque isso ocorre e não resposta, porém creio que é exatamente uma questão de relacionamento. Agora,cabe ao coordenador exercer o seu papel dentro da instituição, promovendo a educação continuada, assistindo discentes que necessitam. Escrevo assim, porque conheço locais onde isso não ocorre e a disputa permeia o ambiente.

  • Neiva P. Santos Souza Silva

    Concordo plenamente que um dos maiores problemas da gestão de pessoas está na relação inter-pessoal, na dificuldade de relacionamento, existe um ditado popular que define desta dificuldade:”quer saber quem é o homem? Dê poder a ele, e ele se mostrará.”

  • Eloísa B. de Santana

    Cara Roseli Brito!

    Entendo a preocupação de todo coordenador pedagógico em relação aos preofessores, quanto as suas habilidades, experiencias e competencias. Entretando percebo em muitos casos que além do coordenador pedagógico o próprio supervisor estão muito mais preocupados em atender a todas as solicitações dos alunos, sem nenhum limites ou critérios, comprometendo, inclusive, o desenvolvimento do trabalho do professor. Existem situações em que o coordenador pedagógico só aparece no momento do conselho de classe preocupados com número de alunos que serão conservados. Nossos alunos simplesmente se transformaram em números, números que irão refletir em quantias que a escola irá receber dos “FUNDOS POLÌTICOS” que as escolas estão “amarradas”: Ou aprova ou não recebe; mesmo que o nosso aluno ou aluna ainda não consiga ler e escrever no 7° ano. São questões graves! Os alunos chegam nas escolas públicas estaduais, a grande maioria,sem saber ler e escrever. A parceria com nós professores devem ser sérias. Entender que os professores que são habilitados para lecionar no curso fundamental II, podem ajudar mas não possuem habilidades pedagógicas para alfabetizar como um profissional pedagogo. É aí que os especialistas estão pecando… Se paramos o conteúdo para tentar alfabetizar o grupo que precisa desse diferencial, os pais, coordenadosres, supervisores e até diretores cobram os conteúdos direcionados aquela série. Essa e outras situações stressam, disiludem, sim, nosso trabalho. Todos querem dá o palpite. E não colaboram para melhoria! Onde estão os psicólogos, psicopedagogos, sociólogos, médicos, dentistas que possam nos auxiliar sem tantas críticas e intervenções para melhoria de todo processo educativo. Bastava a participação deles (de forma voluntária ou não) apenas uma ou duas vezes na semana. O professor não pode resolver todos os conflitos que existem,hoje, nas escolas. Lembro que aceito as sugestões participação de todos os envolvidos (coordenador, supervissor) contanto que seja para somar.
    Um forte abraço e feliz ano novo!
    Eloísa Batista de Santan

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