Indisciplina na Sala de Aula,  Relacionamento Professor e Aluno

Indisciplina Autorizada: de quem é a culpa ?

Indisciplina Autorizada: de quem é a culpa ?Educar  nos dias de hoje, não é o mesmo que educar há 40 anos atrás. A sociedade mudou  e as famílias também mudaram.  Tudo a nossa volta mostra-se com limites muito mais flexíveis e frouxos.  Assim temos hoje, a  indisciplina generalizada  e autorizada pelos  meios de comunicação, pela nossa cultura e pelas famílias.  Nós, os Educadores somos os únicos que ainda defendem os valores de 40 anos atrás.

Talvez sejamos um dos poucos segmentos, no planeta inteiro, que preza, ensina e cobra nas crianças e nos jovens, atitudes  pautadas  em princípios, valores e firmeza de caráter.

Seríamos nós ,  seres tão “jurássicos” e ultrapassados a ponto de sermos um dos poucos que rema e caminha contrário a essa crescente corrente de  corrupção, indisciplina, falta de moral, de princípios e  caráter ?

Somos aqueles que apontam, ensinam, corrigem, cobram , porém ao apontarmos estamos expondo a negligência e incompetência das famílias na correta educação dos filhos, negligência esta que tem um preço alto, e quem paga é a sociedade e todos aqueles que  nela vivem ou viverão.

Enquanto isso chegam nas nossas salas de aula, diariamente, crianças e jovens com seus fones de ouvido, seus celulares, seus comportamentos debochados e indisciplinados,  seu linguajar rude e desrespeitoso, que sentem-se autorizados, pela família (que não lhes deu a devida educação) e muitas vezes também pela Escola (quando não dispõem de mecanismos de gerenciamento efetivo dos espaços e na criação de normas disciplinares padronizadas para todos os professores) e dos Gestores (que  em muitos casos não oferecem o apoio e o respaldo que o professor precisa para que seja aplicada a devida correção).

O vilão da estória, causador de todas estas situações ?  é o Professor ! afinal é ele  que vive “pegando no pé” dos alunos, é ele que vive reclamando da indisciplina, é ele que sempre vem com aquela mesma “lenga-lenga” de que o aluno tem de desligar o celular, guardar o fone de ouvido, fazer a lição, fazer silêncio.

O resultado dessa negligência moral e da indisciplina autorizada é que o discurso do Professor, fica perdido, sufocado em um emaranhado  de percepções e valores controversos. As próprias famílias ensinam e estimulam que os filhos revidem e não levem “desaforos para casa”, os filhos por sua vez convivem com pais que gritam, se agridem física e verbalmente e  não são bons exemplos de conduta.

Assim fica fácil encontrar  o vilão , pois o único que destoa de tudo isso é  o Professor, e como tal  precisa ser visto como vilão da estória,  pois só assim todos os demais envolvidos se eximem da culpa e da responsabilidade por estarem negligenciando com seus deveres.

Os pais precisam culpar alguém pelo fracasso dos filhos, os alunos precisam achar um “Judas para malhar “ e alguns Gestores precisam de um bode  expiatório  para levar a culpa.

Será que esse papel  é  meu ?

Diz o ditado popular “ a voz do povo é a voz de Deus”, ditado esse que discordo veementemente.  Muitas vezes as pessoas se juntam, e se apoiam dentro de um único ponto de vista pois unidos em um grupo acreditam que suas atitudes são legitimadas.

Por esta razão não se engane em acreditar que você é o vilão da estória, só porque as famílias ou os alunos  precisam de um bode expiatório . Não caia no grupo da autocomiseração, nada de sentir “dodói”, querer abandonar a profissão, jogar tudo para o alto alegando que não vale a pena. Já dizia Fernando Pessoa: “tudo vale a pena se a alma não é pequena”.

Ao entrar em uma sala de aula, não devemos fazê-lo de forma ingênua ou despreparada. Não estamos lá apenas para dar aulas, ou cumprir o livro didático. É preciso que fique claro qual o seu real papel dentro do grande contexto que é educar.

O  que pode ser feito ?

Existem  algumas  maneiras de lidar com a indisciplina dentro da Escola:

1) tratar com indiferença e fazer de conta que não se importa e deixar “rolar”

2) obrigar os pais e alunos,  por meios legais ou com  medidas enérgicas e ameaças a tomar providências

3) não fazer nada e esperar outros  tomarem atitude

4) mudar de  profissão devido ao esgotamento nervoso

5) criar estratégias para minimizar, contornar ou corrigir uma situação

Conclusão:

Pais negligentes sempre existirão bem como  Alunos debochados e indisciplinados. Teremos de conviver com  Gestores despreparados e talvez ainda , por um bom tempo com uma  Legislação paternalista e  Políticas Públicas precárias. O fato é que o grande cenário precisa de mudanças, urgentes e profundas, no entanto jamais aceite ser tratado como vilão.

Professor não é vilão. O Professor faz parte da  solução !

No próximo  artigo discutirei os 5 itens acima. Enquanto isso envie seus comentários.

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Recursos:

Para Professores: Filme  “Muito Além da Sala de Aula”

planejamento escolar

Gestão da Sala de Aula

Roseli Brito: Pedagoga, Psicopedagoga Clínica e Institucional, Neuroeducadora e Coach.

142 Comentários

  • Josilêide Rodrigues de Souza

    Legal!
    Esse artigo é demais.
    Ao invés de ficar jogando a culpa nos outros, por que não arregaçarmos as mangas e fazermos o nosso trabalho com seriedade e responsabilidade e muita disposição? Até porque o foco é e sempre será uma educação de qualidade.

  • nila

    OBRIGADA (O). A REALIDADE E ESTÁ,PESSO AJUDA QUE FILME TRABALHAR EM UMA SALA QUE TEM TODAS ESTAS CARACTERISTICAS E UM POUCO MAIS?POR FAVOR AGUARDO RESPOSTAS…….

  • Maura de Lordes Penha Faiss

    Muito bom seu artigo, esta sendo de grande valia. Trabalho com uma turma de adolescentes que não são brincadeiras. Mas passei a ouvi-los mais dei um pouco mais de atenção e consegui o que eu queria a amizade, agora ficou ,ais fácil de encara-los.
    Um abraço e paz Roseli.
    Maura de Lordes

  • Rojuhercymar Boreli

    Falando sério,eu me sinto como um lixo humano dentro da sala de aula, em se tratando de tentar disciplina na sala.Quanto mais pegamos no pé do aluno com cobranças,mais nos odeiam,mais nos acham chatos.E notei que professor que os agradam são os que deixam rolar e assim os alunos acabam por dominar a sala e fazer do jeito que querem e assistem aula quando bem entenderem.Nossa escola já tentou várias estratégias para tentar conseguir solucionar os problemas e até agora sem sucesso!
    Como a esperança é a última que morre, confiamos em você Roseli.Obrigada!

  • josy

    Rosely, infelizmente tenho passado por este momento com uma criança de 6 anos, o garoto já bateu agrediu alguns colegas e inclusivo eu professora, coordenadora, é uma situação de indisciplina terrível, não sei como ajudar a esta criança. o pior de tudo é que a mãe não acredita que o filho fez o que falamos pra ela. obrigada por suas orientações.

  • marcelina nunes

    Minha cara colega ROSELI estou ansiosa pelo proximo artigo,pois tem sido de grande valia uma vez que começei trabalhar a pouco tempo e tenho muitas duvidas e problemas como todos os meus colegas de profisão.um abraço

  • Zélia Araújo

    Ah, concordo com todos os comentários e acho de estremo proveito suas dicas.Esta semana mesmo estávaamos comentando que daqui uns tempos se não houver algo muito concreto,ou até mesmo mudanças na lei não será possível darmos mais aula.Minha realidade não é difernte das outras.Está muito dif´cil.Mais estamos ai até o dia que aguentarmos….

  • Cassiana

    Para Wagner Barbosa de Oliveira, não é o fato de querer passar toda a responsabilidade para a família. Mas se a criança vem de casa com o mínimo de educação (em relação a respeitar colegas e professores, cuidar do material, não socar os colegas, etc…) ajuda e muito na alfabetização e nas outras séries também…Estou com uma turma de alfabetização e tenho alunos que não obedecem, dizem “NÃO VOU FAZER!” na minha cara, peço para sentar, dizem “NÃO VOU!”, saem da sala sem permissão…É complicado!!!
    Acredito que educação “vem de berço”sim,a família é quem deve ensinar boas maneiras. Na escola o professor não é educador, o professor é PROFESSOR, relembra as boas maneiras sim, mas ele está aí para ensinar a ler e escrever!!!!!!!!!!!

  • maria oliveira dos santos

    Boa tarde Roseli! O professor é o receptor de todos os problemas sociais e o mais constrangedor é ouvir de colegas arrogantes e núcleo gestor, que o professor é quem não tem pulso para combater a indisciplina em sala de aula, este artigo só teve á me fortalecer, o verdadeiro educador reflete de forma abrangente, e não só culpar algém. Que Deus ilumine sempre este teu trabalho.

  • Patricia Maria de Oliveira

    E uma pena que a as escolas são vista pelos nossos governantes como uma empresa que tem que produzir e se não produz a culpa e do professor,e que os pais acha que devemos alem de ensinar educar.
    Fico esperando mais novidades .Obrigada Roseli

  • katharina

    Roseli, bom dia.
    Li o seu artigo somente hoje. E estarei usando no planejamento da semana que vem. Seu artigo descreve a nossa realidade escolar e deixa também uma mensagem muito boa de persistência. Gostei muito e acredito que os(as) professores(as) também gostarão. Muito grata Katharina.

  • Reni Ramos

    Olá Roseli,
    Gosto muito dos seus artigos e penso que realmente está ficando cada dia mais difícil dar aulas. Eu tenho 29 anos de sala de aula e quando iniciei minha carreira foi com uma turma de 2ª série, hoje 3º ano de escolaridade e quando entrava na sala todos os alunos levantam-se e só se sentavam quando eu dizia para que o fizessem. Pediam licença para pegar lápis ou borracha emprestados com o colega ou para irem ao banheiro. Os tempos mudaram, as mães não estão mais em casa para ajudar os filhos a fazerem os deveres de casa e nem mesmo para contar-lhes uma história ao dormir. A família está totalmente desestruturada e isto reflete-se na sala de aula. Nós, professores estamos sozinhos para mostrar os verdadeiros valores e princípios éticos e morais para nossos alunos e precisamos fazê-lo com carinho e atenção, pois é disto que eles estão precisando desesperadamente. Aguardo a continuação do artigo. Abraços e parabéns.

  • ORTENCIA MACIEL

    Olá a todo@s.
    Roseli,
    Seu material é muito interessante e provoca em mim, muitas reflexões e acredito que em tod@s.Devemos ter muito cuidado ao procurar os culpados.Cada um tem uma parcela de contribuição, porém, creio que são muitos os que contribuem favoravelmente para o desenvolvimento ou melhoria da Educação.Parabéns.

  • Maura S. Nascimento

    Boa Noite, Roseli!
    Gostaria de parabenizá-la pelo artigo. Aproveito para agradecer os e-mails que tenho recebido,pois, tem contribuido muito para o meu trabalho. Fico grata e continuarei na expectativa de novas matérias.
    Uma boa semana e que Deus continue sendo bênçãos em sua vida! Um grande e carinhoso abraço. MAURA SANTOS NASCIMENTO/PRATA-MG.–

  • antonia ivaneide

    quero lhe parabenizar pelo seu belíssimo artigo que só vem ajudar a melhorar a nossa prática pedagógica e lhe dar com a indisciplina pq esperar da família não vale apena pq a indisciplina ja trazem de casa.

  • Nádia Panaino

    Olá, Roseli,
    Na minha escola, a direção e orientação é bastante ativa, nos apoiando em tudo. Mas mesmo assim, o quadro é patético, porque os níveis hierárquicos superiores não nos apoiam, e sim, aos alunos, com medo de perderem votos. E os alunos e seus pais sabem disso, e se aproveitam bastante da situação. Com isso, a maior parte dos professores estão de licença médica, e chegamos ao ponto de termos professores contratados para substituir os licenciados, que também precisaram se afastar para cuidar da saúde. E estamos falando de Santa Catarina, um estado onde a qualidade de vida é excelente! Ano passado, no dia em que voltei da licença médica, uma mãe me desacatou e me ameaçou na frente dos alunos, exatamente pelos motivos que você expôs. E ela ainda se diz evangélica, e portadora de princípios e valores! Imagine se não os tivesse? Minha saúde chegou a um ponto insuportável, e meus médicos estão me aconselhando a readaptação. Enquanto isso, as chefias superiores nos fazem acreditar que somos incompetentes e vagabundos! Sinceramente, não sei aonde vamos parar! Estou completamente desencantada, decepcionada, desmotivada, desanimada e desacreditada. Não acredito mais na Educação; pelo menos, não no que estão nos apresentando como Educação. Já tentei de tudo, desde mudar de estratégia até mudar a forma de trabalhar os conteúdos, usando tecnologias e permitindo aos alunos fazerem o mesmo. Nada, absolutamente NADA deu certo. Todos achavam que esta geração sabia e gostava de usar o computador, não é mesmo? Ledo engano! Só sabem usar as redes sociais (e olhe lá…) e programas de mensagens instantâneas (não todos, apenas um….) – e é apenas isso que querem fazer. Mas pensa que se utilizarmos estas ferramentas para a aula eles gostam? Não, de jeito nenhum. Eles só querem jogar conversa fora. Estou cansada, muito cansada; quero mais é cuidar da minha saúde, e eles, que não querem aprender, que se virem!!!

  • Sirlene Batista S . Lopes

    Estou a 13 anos no magistério,precisa que a gente continue acreditando que haverá mudança,gostei do ponto vista, espero ter novos artigo para que possamos refletir na pratica do dia a dia dentro da sala de aula.

    abraços!;…

  • Maria Helena Vieira

    Mais de 20 anos de magistério, 56 anos e muitas fluoxetinas depois, ainda insisto, mas todas estas palavras, são minhas palavras, e minha dor. Somos um batalhão lutando numa guerra. Precisamos nos paramentar para conseguirmos dar os parâmetros.Todos são de nossa responsabilidade?

  • Joelson Galina

    Olá Roseli seu ártigo é a relaidade que estamos vivendo em sala de aula.
    ´Nínguém é feliz na vida fazendo tudo oque quer, nínguém amadurece se não conhece limites.

  • Marilene Silvestre

    Muito bom o texto! Sou vice diretora de uma escola pública e hoje ao conversar com uma mãe que foi convidada a estar conosco para tratar do mau comportamento do seu filho, foi exatamente isso que dissemos para ela. O professor não pode ser desmoralizado por que deseja dar a sua aula com respeito. Além do mais, ali está um profissional e um pai de família que não permite ser alvo de gracejos descabidos para uma turma de 40 adolescentes, pois um dos integrantes da sala pensa que a ele tudo é permitido, até tentar ridicularizar o professor e passar a ser a grande vítima da situação. Infelizmente é muito grave este processo de inversão de valores…Mas eu insisto em acreditar que a consciência humana ainda é capaz de refletir acerca dos seus maus atos.

  • MIRIAN

    Hoje todos os professores estão vivendo momentos dificeis pois nem sempre se pode exercer nossa autoridade pois o professor tem que se preocupar e ficar atento em como fala com alunos,pais e até mesmo os colegas pois podemos ser mal interpretados quando se fala em indisciplina pois os pais como diz o artigo tem a ideia errada de que o professor não só educa mas que tem que criar seus filhos e transferem a responsabilidade para a escola de forma muito facil pra eles claro,a falta de disciplina pode ser confundida com falta de autoridade mas não é isso é sim um despreparo em se lidar com crianças e familias desorganizadas em todos os sentidos e com isso não se preocupam com os sentimentos dos filhos e suas dificuldades em se relacionar e receber alguma ordem seja de quem for por não ter alguém que lhes mostre o cominho certo e que todos nos devemos seguir algumas regras basicas para se conviver em grupo. GUAÇUÍ-ES MIRIAN NASCIMENTO DE SOUSA MARTINS

  • Nelma

    Apesar de concluir que o problema é o mesmo em todas as escolas,amei o artigo pois como especialista sempre estive do lado do professor quanto a indisciplina pois não ha nada pior do que ser tratado com falta de respeito.Continuo contando com seu apoio.

  • Fatima

    Mais uma vez vc vem de encontro as nossas ancsiedades e necessidades. Obrigada pela ajuda. Este seu relato veio numa hora propícia, ajudou-me a refletir sobre este assunto tão assustador. Obrigada

  • Silvia Helena

    Muito obrigado, suas sugestões sempre me anima a cada dia mais, pois enfrentamos varias dificuldades na sala. Estou aguardando as novidades. Obrigada! E bom trabalhos a todos.

  • Dayanne Ferreira Lima Couto

    Eu adoro seus textos e sugestões, pois é tudo que acontece na realidade educacional, infelizmente estamos lidando com uma juventude muito revolta e indisciplinada. Estou ansiosa pelo seu novo artigo. Obrigada!!

  • rosana coutinho zehenter

    Roseli, a sua prática de professora diz tudo. Quem passou pela sala de aula, nos últimos
    20 anos percebe a diferença na mudança. E no declínio da educação.
    Você sabe, e todos nós, que estamos acompanhando
    esse entre e sai de sistemassssssss
    Todos caóticos, podemos perceber como a Educação está falida.
    “Nos “professores, dentro da sala de aula, temos que ser quase” um super herói”, pois como você disse, e outros professores, disseram , somos o alvo de pancada direta dos alunos. Indisciplinado e mal educado. A gestão faz a política de fortalecimento de um sistema furado, para não perder a moral com supervisores, e os poucos pais que participam da escola, se mantém neutros, pois eles também precisam continuar apoiando um sistema educacional que em nada está acrescentando a sociedade. Por motivos de manutenção do seu próprio cargo.
    A política da minha escola é , registra tudo que o aluno faz de errado.
    Tem aluno que já tem 3 paginas de anotação, nada acontece com esse aluno, pelo contrário, ele fica cada vez mais forte.
    Eu como professora, faço a minha pedagogia, que é

    – Ignoro a violência diária na sala de aula, mesmo porque, eles falam que estão brincando… Quando tomo uma atitude.
    – Não bato boca com aluno, é isso que eles querem… nos estressar, tirar nossa paz de espírito.
    – Quando eu entro na sala e está um Caus.,… Espero de 15 a 20 minutos, para colocá-los em seus lugares. Tudo isso no silencio… Quero viver muito, por isso estou aprendendo a me preservar emocionalmente,.
    Estou na fila de espera para tratamento psiquiátrico não porque estou desajustada, mas p necessito de terapia medica, eu e todos os professores da Rede publica…
    tomo remédio Citalopram para controlar a insônia e a ansiedade, SO TENHO 46 ANOS… e 23 anos só em sala de aula, 3 anos trabalhei na Alemanha e na Suiça, como educadora.
    – Quando eles no caso sétimas series, estão correndo um atrás do outro, vou pedindo para os
    – Alunos que estão tranqüilos avisar que eu estou esperando que ele VÁ SENTAR E,ABRIR o caderno para eu dar inicio a aula.
    – explico quando existe o silencio… Se não tem silencio explico para o pessoal que esta interessado, geralmente em uma sala de 37 alunos 20 alunos estão ligados a minha aula.
    – Não consigo fazer milagre, mas o resultado aos poucos vem sendo solucionado.
    – O importante é respirar fundo, ter fé, e acreditar que podemos conseguir. Saímos no final de 6,7, oito aulas destruídos, como se tivéssemos esmagados por um rolo compressor.
    – Nos últimos dez minutos dou visto diariamente nos cadernos e marco e registro diariamente quem fez as atividades.
    A coordenação pede para não mandar aluno para baixo, pois não adianta… “são alunos em que os pais já abandonaram,
    O melhor e que cada professor se vire com o problema em sala de aula. “Indisciplina é problema do professor.” Escuto isso sempre da gestão… me sinto frustada…
    Caros colegas, encontramos a Roseli e este blog para desabafar, já é um começo,
    Vamos em frente. Educação é tudo.
    Abraços carinhos
    Rosana

  • Carolina de Castro Meira

    Para Luciana: O seu comentário é a realidade que acontecxe na maioria das escolas. Muitas(os) “profissionais” da equipe pedagógica e administrativa foram professores e mudaram de função. Aí, passaram a ser vidraça e mudam o teor do discurso. Incrível, não? Essa situação que você narrou acontece a todo momento e enquanto os professores não tomarem uma atitude corajosa isso vai continuar acontecendo. Que atitude seria esta? Cruzar os braços e não aceitar dar aulas para esse tipo de gente (mala, mentes assassinas, marginais…). O juíz vai fazer o que? Só lembrando: somos PROFESSORES e não psicólogos ou psiquiatras. Ás vezes acontece, evidentemente, de situações em que haja desavenças entre algum(a) estúpido(a) e eu. Se eu me sentir ameaçada, sabe qual é a saída que encerra a discussão (para horror da turminha da paz): Faço a seguinte pergunta: Quem você quer que eu mchame, a Polícia ou a gang?
    É claro que todos querem trabalhar tranquilos, mas para essa minoria que estragam e contaminam com seu desrespeito uma sala de aula a “tolerância é zero!” O que explica um grande número de alunos que trabalham, ajudam em casa, são honestos, estudiosos? Eles tem o direito de estudar. Pense nisso! Carol – Araxá, MG

  • Marinalva Consoli

    Olá Roseli…
    Concordo plenamente com o artigo! Sou professora a mais de 20 anos e lendo o artigo, tudo está correto. Hoje mesmo, na hora do recreio uma aluna, agressiva derrubou a porta da sala e as medidas tomadas são fracas e inseguras. Os professores estão doentes, pois não encontram mais o seu espaço, confiante para ensinar.
    Abraço.

  • Franciany Vilela

    Boa noite Roseli,
    Fiquei maravilhada com seu texto. Tive a impressão de que você fizesse parte do quadro docente das escolas em que leciono. Também senti como se eu estivesse descrevendo meus sentimentos e minhas angústias. Acredito que você está fazendo algo de grande importância para nós professores e até mesmo criando soluções para muitos de nossos problemas.
    Aguardo anciosamente outras contribuições.
    Obrigada, companheira!
    Abraços
    Franciany

  • Núbia Rosângela Guimarães

    Oi Roseli,

    Parabéns pelo artigo. Hoje cheguei sufocada da sala de aula e fiz comentários exatamente iguais aos seus.
    Planejei minhas aulas, achei que tudo estivesse perfeito e sair de casa na esperança de um dia de aula cheio de sucessos. Puro engano!!!!
    Alunos gritavam, cantavam, ouviam músicas, o fone em alguns não saia do ouvido, e quando chamei a atenção dizendo que eles precisavam querer aprender, responderam-me cinicamente:
    _ E quem disse que eu quero aprender?
    É angustiante, a situação está cada vez pior. E querendo ou não acabamos sendo o “vilão” da situação, pois os pais dão total apoio aos seus filhos indisciplinados presenteando-os cada vez mais com aparelhos celulares sofisticados, esquecendo de fazer o devido acompanhamento da vida escolar dos seus filhos.
    Na Escola que trabalho muitos pais só aparecem no fim do ano quando descobrem que o seu filho está na final em muitas disciplinas. É revoltante, mas é como você mesma disse é preciso “não jogar tudo para o alto alegando que não vale a pena”, pois, apesar de tudo, a Educação ainda é a solução para todos os problemas da Sociedade.
    Abraços,

    Núbia Rosângela.

  • geneci

    Olá Professora!
    Li seus relatos sobre indisciplina e creio ser bem apropriado para o momento em que estamos experienciando nas escolas.
    Independente de ser pública ou privada, mas penso que na educação pública esta cultura de “faço o que eu quero” ou “não dá nada” corrompeu determinados valores básicos.
    Gostei de algumas colocações e penso que realmente devemos refletir e debater sobre estas questões. Afinal os professores encontram-se muito desestimulados com estas questões.
    Geneci.
    Diretora de escola pública.

  • Célia

    Olá Roseli,
    Uma das grandes preocupações nossas, professores, gira em torno de: até quando vamos suportar sentindo nosso tão almejado sonho de ser “professor” se desmoronar? Quando éramos alunos, víamos nossos professores como autoridades, líderes, pessoas importantes para a sociedade, hoje parece que somos vistos com desprezo, categoria insignificante, ou ainda nem somos vistos, apesar de ainda acreditar que somos sim pessoas importantíssimas na formação da sociedade. Quando leio algo crítico assim penso em milha filha que acabou de se graduar em licenciatura, que sonho! Por outro lado acredito que se não sonharmos é porque já estamos mortos e, não acredito na morte da Educação, ainda….

    Obrigado pela contribuição de seus textos.

    abraços.

    Célia

  • maria madalena da silva

    Boa Tarde Roseli, muito bom este tema a ser tratado, com essa colocação, mas alguns professores não QUEREM E NÃO SE IMPORTA EM MOMENTO ALGUM DE FAZER DA sua parte para controlar ou tentar controlar essa indisciplina autorizada. Existem professores que quando a coisa se complica ele coloca todos os alunos para pora da sala, ou para completamente a aula e diz nada posso fazer. Acredito que os cursos formadores de professosres deveriam ter uma disciplina voltada para esta área na atuação pedagógica.

  • Tereza Cristina

    Prezada Roseli!

    O que você aborda nesse texto é verdadeiro e sério, pois nos faz refletir sobre a nossa postura diante a indisciplina dos nossos alunos.
    Já estou na educação há mais de 30 anos e ainda tenho a esperança de que dias melhores vinrão, onde nós professores seremos mais respeitados, todavia entendo que a melhor forma de lidarmos com a indisciplina, vão ao encontro do item 5, é buscar alternativas variadas para minimizar essa realidade.

    Obrigada pelos textos sempre pertinentes.

    Forte Abraço!

    Tereza Cristina

  • Julita Carvalho

    Infelizmente essa é a realidade de nossas escolas em todo país. Enquanto a educação não for vista com a seriedade que precisa, teremos que ver esse quadro se agravar cada vez mais. Nós professores, precisamos fazer uma grande revolução pra dar um tratamento de choque nos governantes; talvez assim eles mudariam. Educação é coisa séria, mas nossos governantes não são… Teríamos que ter toda sociedade conosco pra que as coisas mudassem. Acho que o começo é a insatisfação e espero que esse artigo gere isso em muitos colegas.

  • Jacira Mota

    Roseli, é mais de meia-noite, mas adorei seu artigo sobre a indisciplina, a postura do professor e a dos pais, sendo que estes últimos, largam tudo na mão do professor, como se este pudessse e devesse dar conta do recado sozinho, isto é, aguentar, aguentar, aguentar…

    Seus artigos são um oásis em um deserto repleto de dores físicas e emocionais. Das duas uma: ou se muda a postura dos educadores /gestores ou teremos um caos bem próximo, que terá consequências imprevisíveis na sociedade em geral

  • Marlene

    Realmente é bárbaro estas dicas,a situação é realmente, absurdo ou não essa é nossa realidade!!!!!!!!!
    Todas estas dicas nos ajudará a enfrentar com maior segurança aos obstáculos do dia adia.

  • Relva

    Realmente é um verdadeiro absurdo os filhos que estamos deixando para o mundo!A cada dia que passa percebemos que os alunos tem menos respeito pelos pais, e consequentemente nenhum respeito pelos professores. Muitas vezes não sabemos como agir, pois nossos alunos não tem um exemplo em casa e ninguém que lhes dê limites. Como controlar um aluno que não respeita nem mesmo os pais?É muito complicado!!!!!!!!!!!!!!!!!

  • Lucilene Pagung

    Roseli,seu artigo está ótimo!Nós professores,estamos sempre querendo encontrar um culpado para as situações que acontecem em sala de aula.Realmente,a educação está cada vez mais difícil;famílias que também não encontram solução;falta de apoio etc.Cabe a nós professores,buscarmos ajuda enquanto educadores e formadores de opiniões.Parabéns!

  • lucimeire

    a cada dia que passa seus textos se tornam-se cada vez melhores,tudo que vc escreve vai de encontro com a realidade.

  • Angélica Luiza Ferreira Santos

    Angélica Luiza
    Março 19th,2012 at 20:11
    Olá Roseli
    Boa Noite!
    Gostei desse artigo, acho que nós os professores estamos com medo de enfrentar essa realidade; a questão da indisciplina é uma questão da educação familiar os alunos chegam na escola afrontando os professorores por qualquer besteira sem as vezes medir as consequencias essa ,já trás de casa, onde muitas vezes eles presenciam conflitos entre os genitores. A familia está precisando de apoio urgente. Penso que os valores domesticos,postura cidadã devem pernanecer para sempre a modalidade de transmitir esses valores é que precisa rever

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