Relacionamento Professor e Aluno

CYBERBULLYING – Quando o Professor é o Alvo

CYBERBULLYING - Quando o Professor é o AlvoO assunto agora é bullying e cyberbullying, onde  crianças estão sendo vítimas dos  colegas de turma, quer seja no mundo real ou no virtual. E o que dizer quando é o Professor que torna-se o alvo de cyberbullying pelos próprios alunos ? Quer seja entre crianças, ou com os adultos o fato é que o cyberbullying não é brincadeira, é crime, e deve ser tratado como tal.

Infelizmente o cyberbullying contra Professores está sendo amplamente praticado na internet. Os alunos criam comunidades dedicadas exclusivamente a fazer chacota, difamar e humilhar os Professores, que sequer suspeitam de tais atos contra a sua pessoa.

Outra modalidade de cyberbullying é a criação de “fakes” , que em inglês, quer dizer “falso” , está sendo usado para criar contas ou perfis falsos que ocultam a identidade real do usuário e/ou criador. Como isso é feito ?

O aluno que conhece que o Professor tem Facebook, ou perfil em qualquer rede social, faz a clonagem desse perfil e posta o que bem entende, quer seja da vida pessoal e/ou profissional do Professor, geralmente com fatos falsos que denigrem a imagem e ferem a integridade do Professor.

O Professor, Coordenador, Diretor, e/ou qualquer membro da Equipe também  sofrem esse tipo de abuso cibernético. Os alunos, pelos celulares, tiram fotos e postam difamações na internet e  fazem todo tipo de montagem e clonagem.

A saída é realizar a prevenção para conscientizar os alunos e os pais acerca das conseqüências a que estarão sujeitos caso tal fato ocorra, afinal o cyberbullying está longe de ser uma brincadeira inocente, é considerado crime e passível de penalidade.

Mas, supomos que você descubra que o fato já ocorreu, e que seu nome e sua identidade está sendo alvo de abusos na internet por parte de alunos. A saída neste caso é defender-se, e assim você tem todo o direito de prestar queixa e solicitar sanções penais para os envolvidos.

Se o aluno for menor de 16 anos, os pais serão processados  por injúria, calúnia e difamação. Se o aluno tiver entre 16 e 18 anos ele deverá assumir a responsabilidade juntamente com os pais, se for maior de 18 anos assumirá a responsabilidade total pelos crimes.

Ao prestar queixa em delegacia não esqueça de levar impresso as páginas dos sites e testemunhas do ocorrido, assim você terá a prova documentada para fundamentar sua queixa.

Essas medidas podem parecer duras, porém é preciso que os jovens sintam o peso das conseqüências de seus atos, só assim serão inibidos a não praticarem o errado, atacando a integridade de outras pessoas.

Uma outra medida é antes de prestar a queixa, chamar os pais, juntamente com o aluno e apresentar as provas das difamações, informar a respeito das conseqüências caso o site/perfil, etc, não forem retirados da internet imediatamente.

Você já sofreu ou está sofrendo abusos desse tipo por parte de alunos? O que você acha a respeito ? Comente no nosso blog.

Recurso para o Professor:

Gestão da Sala de Aula

Recurso para o Coordenador Pedagógico:

planejamento escolar

Pedagoga, Psicopedagoga Clínica e Institucional, Neuroeducadora, Coach Co-autora do livro Filhos o que Fazer com Eles-Sugestões para acertar sempre Autora dos Ebooks: "Os 12 Erros que os Pais Cometem", " Como ser Pai" Criadora do blog: SOS Professor : que oferece orientações para Educadores e Gestores sobre Indisciplina Escolar, Novas Práticas de Ensino e Estratégias para Gestão Escolar. Criadora do Blog: www.comoeducarosfilhos.com.br que oferece orientações para Pais melhor conduzirem a educação dos filhos.

19 Comentários

  • eliane rocha

    Me desculpem os erros de concordancia, minha revolta nao me deixou pensar direito. abraços.

  • eliane rocha

    meu deus!isso é um ser humano! dizer essas barbaries sobre a aula e a culpa pela falta de vontade, respeito e educação agora é do professor. até onde vai isso?Inverteu-se a funçaõ de pais e esola, educação familiar nao existe e educação escolar nao dá conta de ensinar e educar,ainda tem que ver isso. Estou indignada de quem essas pessoas pegou esse tipo de informaçao, nao é comum ouvir isso de aluno.

  • silvia

    parabens a maria, eliana e andre!
    relataram muito bem sobre a triste realidade do professor, em qualquer lugar do brasil. até quando será assim?!

  • Valberto Alexandre

    Estou parabenizando o curso com esses artigos maravilhosos para ampliar nossos conhecimentos e nos orientar na nossa vida profissional e familiar.

    Um abraço!

    Parabéns!

    Valberto Alexandre

    Escola Maria Luiza Barbosa Chaves
    Horizonte – Ceará

  • Andre

    Concordo com você, Eliana.

    Infelizmente, nós copiamos só o que não presta do EUA. Por que não copiam as coisas boas. Lá, professor é Professor! Professor não é pai, nem tio e nem tia, nem irmão e nem amigo.

    Lembro-me do episódio em que a professora se irritou com um aluno do primário, brasileiro, quando ele a chamou de “tia”. Putz, a mulher explicou para ele, que ela não era a “tia” dele.

    Eu acho extremamente importante o professor definir o seu papel e não deixar/concordar com o que as pessoas dizem sobre ele ou o quê ele tem de fazer.

  • Eliana

    Atribuir ao professor a responsabilidade pela falta de limites e de respeito que os alunos têm demonstrado diariamente na sala de aula é ultrajante. Os alunos não agem agressivamente porque “as aulas são chatas, sem entusiamo, sem criatividade”. Eles agem assim porque a sociedade perdeu a noção de princípios e valores. As famílias abriram mão da função de educar os filhos e encontraram na figura do professor o “bode expiatório” para ser responsabilizado, inclusive por alguns colegas,pelos desmandos gerados pela falta de orientação familiar e falta de disciplina. O princípio do meu trabalho é o respeito pela pessoa humana. Entretanto, não encontro reciprocidade por parte dos meus alunos. É o excesso de compreensão (leia-se permissividade) e a passividade (o “deixa-pra-lá” e o “passar-a-mão pela-cabeça”) que têm reforçado em sala de aula comportamentos como o bullying, cyberbullying e até mesmo agressão física contra professores. O adolescente tem consciência do que é certo e do que é errado, assim como sabe que, independente do ato que pratique, terá a sua ficha limpa ao completar dezoito anos. Respeito ao professor já! Algo tem que ser feito em caráter de urgência urgentíssima!

  • maria

    Telma e Perciliana
    Conhecem uma sala de aula? Já estiveram em contato com 50 alunos em uma única sala de aula?
    Não comentem o que não sabem.
    Pelos comentários não são professoras.
    Infelizmente (com Z) eu lamento.

  • perciliana

    Concordo com á amiga Telma.
    É verdade,infelismente isso acontece.

  • Telma Regina da Silva Santos

    Os professores não estão preparados para trabalhar com os adolescentes de hoje,querem continuar tradicionais,as aulas são chatas,sem entusiasmo,sem criatividade,professores mal preparados,não planejam aulas coerente com a realidade que estamos viviendo,sempre jogondo a culpa no salário baixo como se os alunos tivessem culpa, chegam na sala mal humorados,falando alto,agressivos.E isso gera revolta nos alunos porque o professor não transmite respeito então ele não é respeitado.

  • GLAUCIA

    GLAUCIA
    9/6/2011
    O QUE TENHO OBSERVADO NOS JOVENS E CRIANÇAS DE HOJE É QUE SE PARECEM COM BARCOS À DERIVA. ADULTOS ESTÃO EXTREMAMENTE DESPREPARADOS PARA AJUDÁ-LOS A DIRECIONAR SUA PERSONALIDADE E TENDÊNCIAS.ELES ESTÃO PERDIDOS, E ENCONTRAM NESSAS PRÁTICAS UMA DIVERSÃO MESMO. VIVEM A CRISE DA AUTORIDADE POIS NÃO VEEM NO ADULTO ALGUÉM QUE ADMIRA PARA SEGUIR SEUS PASSOS. SOMOS SERES CULTURAIS, FAZEMOS AQUILO QUE APRENDEMOS. SERÁ QUE ESTAMOS DANDO BONS EXEMPLOS PRA NOSSAS CRIANÇAS E JOVENS? SERÁ QUE ESTAMOS SENDO COERENTES COM ELES? SERÁ QUE ESTAMOS REALMENTE PREOCUPADOS COM EDUCAÇÃO NO SEU SENTIDO GLOBAL? TAÍ UMA REFLEXÃO PARA TODAS AS REDES DE ENSINO,PAIS, POLÍTICOS E MÍDIA.

  • Fabio Costa

    Olá,
    Vivo em uma pequena cidade do interior nordestino que,apesar de ser uma cidade tipicamente nordestina, os jovens entre 13 e 17 anos são muito antenados no que está na moda, no uso popular, na mídia, etc. É aí que eu me preocupo, pois sei que logo nossos profissionais e até nossos alunos terão que enfrentar mais esse tipo de agressão.
    Como já tenho alguns anos de profissão na área, sei que a relação de bullying com o professor tem a ver com conflitos de interesses na sala de aula e aí, cabe a nós educadores, mostrar ao aluno que a escola não é o palco da novela Malhação, e sim um lugar de convivência pelo bem de todos.

  • Adrilene

    É PREOCUPANTE O COMPORTAMENTO DESSES ALUNOS, NÓS PROFESSORES DEVEMOS ESTAR SEMPRE DIALOGANDO COM NOSSAS CRIANÇAS PARA QUE HAJA ENTRE AMBOS RESPEITO E RESPONSABILIDADE,ASSIM ATRAVÉS DAS CONVERSAS ESTAREMOS LIVRES DE AGRESSÕES.

  • Marilú

    PARABÉNS PELA INICIATIVA DE TRATAR SOBRE O ASSUNTO, POIS ESTAMOS PRESENCIANDO CONSTANTEMENTE TAIS SITUAÇÕES EM NOSSAS ESCOLAS. É PRECISO ALGUÉM TER CORAGEM E ORIENTAR. QUAIS AS PROVIDENCIAS QUE DEVEM SER TOMADAS. Gostaria tambem de saber quando o professor está sendo pressionado , e sentindo humilhado pela direção, coordenação da escola, sendo chamado atenção na frente dos colegas, sendo ameaçada para não falar. Se caso falar será denunciado na ouvidoria.A direção fazendo registros injustos contra o professor. E negando que não está acontecendo . COMO O PROFESSOR DEVE PROCEDER? A QUEM RECORRER?

  • MARTA ROSA

    FICO MUITO PREOCUPADA COM O FUTURO DO PROFESSOR, PRIMEIRO A AGRESSAO VERBAL DEPOIS A FÍSICA CHEGANDO ATÉ A ASSASSINATO DE PROFESSORES POR ALUNOS. O QUE CHAMÁVAMOS DE RESPEITO PARECE QUE NÃO EXISTE MAIS E OS PROFISSIONAIS EM EDUCAÇÃO ESTÃO SENDO EXPOSTOS DE UMA FORMA NUNCA VISTA ANTES.ALGO PRECISA SER FEITO, SOMOS PROFISSIONAIS COMO OUTRO QUALQUER E MERECEMOS RESPEITO E VALORIZAÇÃO ACHO MUITO IMPORTANTE ESSA INICIATIVA ALGUMA COISA PRECISA SER FEITA.ABRAÇOS.

  • Maria Luzia

    Olá colega me parece que começa a surgir alguém que pense em nós, pois até o momento tinhamos que aguentar tudo calado, mas parece que chegou a hora de reagirmos, não vamos intimidar temos sim que recorrer aos nossos direitos caso precise, pois até agora permanecemos calados e sofremos sozinhas as consequencias. Adorei este texato.
    Um grande abraço.

  • Luciana

    Ciberbulling não sofri, mas sofri o bulling propriamente dito, na escola por parte de uma diretora, que ficava soltando indiretas e fazendo fofoca e ficava difícil para eu me defender. E isso é CRIME!O nome é assédio moral e tem pena de prisão de acordo com o código penal!

  • Antonio Carlos Silva

    Acredito ser a melhor saída o professor estar atento e presente em qualquer manifestação em sua unidade de trabalho( recreio,reuniões,…), sondando,conversando, “invadir” mesmo o espaço dos alunos como forma de aproximar-se e conhece-los melhor.Observar o seu perfil, sua realidade, modo de vida. A coragem deve prevalecer sobre o medo,nunca demonstrar fraqueza, afinal somos educadores, pais, mães; é preciso encarar a situação, sorrir e fortalecer a classe através da união de forças , mostrando-se sempre próximo através conselhos, conversas,reservando um tempo na aula com fatos que espelhem a realidade ,fazer comentários breves sobre assuntos que fortaleçam a auto-estima dos alunos, fazendo-os crescer.

  • Rosinha

    Já aconteceu comigo, em 2008.Um aluno meu foi no orkut de outra aluna que havia postado minha foto junto com outra colega professora (sem autorização) e fez inúmeros comentário denegrindo nossa imagem. Imprimi a página com os comentários, levei para a escola e a direção da escola tomou providencias conversando com o pai e mostrando as fotos. O pai exigiu que o filho, no caso, o aluno deletasse a página e no ano seguinte o aluno mudou de escola.

  • Maxsuel D'Ajuda Santiago

    Bulling é uma “atividade” bem antiga e em pleno século XXI criou asas e expandiu-se rapidamente. Sou professor na Rede Municipal de Ensino aqui em Porto Seguro – Bahia. Vejo que as crianças e jovens não se respeitam, não respeitam pai e mãe piorou seus mestres… É claro que existe o Bulling contra o professor só que é menos acentuado, pois, eles ainda sentem “medo” de escancarar tão ação. Já com os colegas este assunto muda de figura e o que a gente vê é xingamentos, ações preconceituosas… Fico estarrecido com tudo isso, pois ainda não sabemos como nos portar perante este grave assunto. É crime? A quem podemos recorrer? São perguntas que fazemos e que muitas vezes ficam sem respostas…

    Um forte abraço. Maxsuel

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